segunda-feira, 23 de outubro de 2017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Texto sobre o Ciclo da Água

A água circula continuamente na Natureza, podendo passar pelos diferentes estados - sólido, líquido e gasoso.
Devido ao calor do sol a água dos oceanos mares, rios e lagos passa lentamente ao estado gasoso, isto é, evapora-se e vai para a atmosfera. O vapor de água na atmosfera arrefece e condensa-se, ou seja, transforma-se em pequenas gotas de água, formando as nuvens. Depois a água volta novamente à superfície terrestre sob a forma de precipitação - chuva, neve ou granizo.
Uma parte cai directamente nos oceanos, mares rios e lagos, outra escorre à superfície terrestre e outra infiltra-se no solo, formando lençóis de água subterrâneos.
A água absorvida pelo solo passa para as plantas, que a absorvem pelas raízes.Os animais obtêm a água consumindo as plantas ou bebendo nos rios, riachos e fontes.
Pela respiração e transpiração dos organismos, a água regressa de novo à atmosfera. Assim, o ciclo repete-se continuamente, mantendo-se mais ou menos constante a quantidade de água no nosso planeta.
Existe uma circulação de água da superfície terrestre para a atmosfera e desta para a superfície da Terra. Isto significa que grande parte da água que a Terra perde por evaporação, volta à Terra com a chuva, a neve e o granizo.

domingo, 15 de outubro de 2017

Ciclo da Água



Sugestões de exploração

► Mencione actividades humanas que podem estar na origem da contaminação das águas.

► Identifique alguns poluentes responsáveis pela alteração da qualidade das águas.

► Em Portugal é utilizada água para consumo humano a partir de captações particulares. Discuta os riscos associados a essa situação.

► Os contaminantes podem entrar no ciclo hidrológico através de fontes tópicas (directas) ou por fontes difusas (indirectas). Dê exemplos destas duas fontes.

► Reflicta sobre a importância da existência de ETAR e da deposição de resíduos sólidos urbanos para a manutenção e preservação da qualidade da água.

► Relacione a necessidade de um efectivo ordenamento do território tendo em conta uma gestão sustentável dos recursos hídricos.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Exercícios sobre os Meios de Transporte e o Homem: uma Breve História


Desde os primeiros tempos da sua existência que o homem reconheceu a necessidade de se deslocar entre variados lugares. O uso do próprio corpo como força electromotriz limitava a capacidade humana de se deslocar de um local para outro e de transportar os seus bens com facilidade. Com a evolução natural, necessitou de meios que lhe permitissem deslocar-se entre dois lugares cada vez com maior rapidez.

É por volta de 3000 anos antes de Cristo que temos os primeiros registros do advento da roda. Graças a este invento, o homem foi capaz de criar meios que lhe permitissem o acesso entre pontos muitas vezes distantes com tracção animal.

No mar, as primeiras embarcações eram movidas apenas pela força humana (remos), mas por volta do ano 3.000 a.C. embarcações dotadas de mastro com vela quadrada começaram a parecer no Egipto. Ao longo do tempo, a navegação a vela foi evoluindo e, para travessias maiores, os remos foram abandonados.

Durante muito tempo, a força muscular e o vento constituíram o principal meio de propulsão das embarcações terrestres e marítimas. Mas as distâncias muitas vezes excessivas levaram a que a mente humana não parasse por aqui. Assim, o homem viu-se na necessidade natural de evoluir, e é graças à revolução industrial que surgem os primeiros engenhos com motores a vapor.

O aparecimento da máquina a vapor originou uma revolução nos transportes (barcos e locomotivas a vapor e mais tarde os caminhos de ferro). Em 1711 o francês Nicolas-Joseph Cugnot criou um veículo de três rodas movido a vapor, que seria um antecedente rudimentar dos automóveis modernos. Desde a invenção de Cugnot, muitos foram os esforços ao longo do século XIX para melhorar as linhas e o desempenho deste tipo de veículos. Todos esses projectos baseavam-se no uso de caldeiras a vapor como fonte de propulsão. Contudo, a pouca segurança, autonomia e a reduzida potência dos veículos a vapor levou ao desenvolvimento de novos sistemas de propulsão.

No final do século XIX uma nova e decisiva descoberta iria acontecer: o motor de combustão interna (motor de explosão). O aparecimento do automóvel coincide, praticamente, com a descoberta do motor de combustão interna

Podemos dizer que o motor de explosão interna se desenvolveu a partir da máquina a vapor. O autor deste invento, o belga Etienne Lenoir, conseguia assim um motor que, apesar de consumir grandes quantidades de gás, ser lento e pouco potente, passou a ser produzido em série, tornando-se o primeiro motor de combustão interna a fazer, de facto, concorrência à máquinas a vapor. Só vinte e cinco anos mais tarde (1885) surgia o motor a gasolina. O mérito da criação do automóvel propriamente dito, com motor a gasolina, foi creditado aos engenheiros alemães Carl Benz e Gottlieb Daimler. Ambos construíram, o primeiro em 1885 e o segundo em 1886, veículos que hoje são considerados os primeiros automóveis, mais tarde aperfeiçoados.

O motor diesel aparece, pela primeira vez, em 1890, na Grã-Bretanha, cinco anos após a descoberta do motor a gasolina. O seu inventor, Herbert Stuart, viu, dois anos depois, a sua máquina ser aperfeiçoada pelo engenheiro mecânico alemão Rudolf Diesel, passando a ser o motor deste o primeiro a ter ampla utilização.

Actualmente, além de transportes terrestres e marítimos cada vez mais rápidos e cómodos, todos os dias milhares de aviões cruzam os céus, permitindo que passageiros e mercadorias percorram enormes distâncias. O desenvolvimento tecnológico permitiu uma melhoria nas acessibilidades, diminuindo a distância-tempo e a distância-custo. Esta é uma característica fundamental do nosso tempo, contribuindo para mudanças profundas que aumentaram em grande escala as possibilidades de mobilidade e tornaram os meios de transporte acessíveis a um crescente número de pessoas.


Actividade I:

1- Com base no texto que acabou de ler identifique os meios de propulsão utilizados ao longo do tempo;

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Exercícios sobre Transportes e Meio Ambiente

As previsíveis consequências do extraordinário aumento do parque automóvel e do sector dos transportes a que se tem vindo a assistir e que, previsivelmente, se manterá nas próximas décadas (40% nos próximos 20 anos), impõe que a sociedade encontre soluções alternativas claras.

Em primeiro lugar, a evolução do sector dos transportes está indissociavelmente ligado a um incremento do volume de emissões de gases de combustão. Apesar das emissões de poluentes dos veículos novos, vendidos hoje em dia, serem cerca de 90 % inferiores às de um veículo de 1970, o volume de emissões gasosas proveniente de veículos automóveis tem vindo continuamente a aumentar. Daqui resultam consequências nefastas para o meio ambiente e, por consequência, para a saúde pública, pelo que a redução da carga poluente emitida pelos veículos automóveis se tornou uma prioridade dos governos dos países industrializados, em especial da Europa, Estados Unidos e Japão. Por outro lado, o sector dos transportes é o sector que maior consumo de energia final apresenta. Uma utilização racional e sustentável de energia impõe que se analisem as alternativas à dependência crónica do petróleo deste sector e se encontre o modo de compatibilizar a utilização de energias renováveis nos transportes.

Finalmente, é visível o impacto da evolução do sector dos transportes na qualidade de vida das cidades e as consequências nefastas na população, visível nos congestionamentos de tráfego, no aumento do tempo de deslocação, no estacionamento anárquico, no modo de ocupação do solo, nas dificuldades em desenvolver e manter as infraestruturas necessárias. Estes factos impõem que o futuro da mobilidade urbana tenha que ser encarada de um modo claro e se criem condições para o reforço da utilização de diferentes modos de transporte público de qualidade, compatibilizados com a utilização do veículo individual.

O modo como esta utilização individual do automóvel é encarada e tem vindo a ser desenvolvida, o papel social que representa a propriedade de um veículo individual, necessitam de ser profundamente analisados, repensados e alterados, correndo-se o risco de se tornar impossível qualquer política que tenha como objectivo um desenvolvimento sustentável.

Com a consciência de que o problema que se apresenta corresponde também, e principalmente, a uma mudança de mentalidade e de um modo de estar social do que um problema de tecnologias, estes comentários pretendem demonstrar que as soluções tecnológicas alternativas existem e estão à espera de uma oportunidade de poderem vir a ser desenvolvidas. Como alternativas ainda não sedimentadas no mercado, que pretendem fazer frente a uma solução monopolizadora, carecem de incentivo e de oportunidade para demonstrarem as suas reais vantagens e desvantagens.

Mobilidade sustentável e soluções tecnológicas alternativas

A importância da mobilidade sustentável no quadro de desenvolvimento futuro impõe a necessidade de um amplo debate envolvendo todos os intervenientes e interessados, tendo em vista a definição de um política de desenvolvimento de soluções alternativas de propulsão. É deste modo que a análise de soluções de mobilidade, utilizando propulsão eléctrica ou outras alternativas à utilização do motor de combustão interna tradicional, deverão ser assumidas como uma oportunidade:

para discutir e re-equacionar todas as questões dos transportes e da mobilidade urbana (só por si, os veículos de propulsão alternativa não são a solução do problema do congestionamento de tráfego urbano e da mobilidade urbana; por outro lado, será que as limitações que o veículo eléctrico apresenta são, na realidade, mesmo limitações no dia a dia urbano?);
para uma menor dependência estratégica nacional do petróleo e para uma diversificação das fontes primárias de energia;
para a introdução das energias renováveis nos sector dos transportes rodoviários;
de negócio para os fornecedores de gás natural e da energia eléctrica (no caso da energia eléctrica, este novo consumo poderá ser deslocado parcialmente para as horas de vazio, reforçando o valor da capacidade de produção já instalada);
para o desenvolvimento da intervenção industrial nacional, assumida numa perspectiva diferente e num sector-chave da nossa economia (indústria automóvel e de componentes, industria eléctrica e electrónica);
para o desenvolvimento de um "saber-fazer" nacional num domínio tecnológico que, ainda, não é competitivo, o que corresponde a uma oportunidade para a investigação e desenvolvimento.
As tecnologias alternativas de propulsão (sejam elas a propulsão eléctrica, o GPL, o gás natural veicular, o bio diesel, o hidrogénio nos motores de combustão interna, o ar comprimido, etc.) terão que evoluir, pois não existe actualmente a solução tecnológica perfeita. O fundamental, no actual momento, é que seja assegurado o desenvolvimento de cada uma destas alternativas de modo a que a análise das vantagens e das desvantagens de cada uma acabem por fazer prevalecer a que demonstrar melhor desempenho.

Neste processo evolutivo concorrencial, não deverá ser esquecido o acompanhamento da evolução que ainda irá ocorrer no motor de combustão interna, tal como se pode observar na evolução recente dos motores Diesel - o surgimento de potenciais alternativas veio "acordar" uma solução tecnológica que ainda tem muito potencial a dar. Todos os passos que forem dados no bom sentido deverão ser apreciados, relevados e acarinhados.

Tecnologia dos Veículos Eléctricos

Segundo a Agência Internacional de Energia: "a chave para o transporte avançado e sustentável é o motor de tracção eléctrica". Esta afirmação necessita de ser validada pela prática mas o elevado rendimento energético do motor de tracção eléctrica e a sua capacidade de efectuar uma travagem regenerativa de energia (durante a travagem do veículo é possível recuperar energia, em vez de a dissipar sob a forma de calor, como ocorre nos travões convencionais), tornam esta solução como uma das de maior potencial de médio prazo.

Os motores de tracção eléctrica provaram, de um modo consistente, que são fiáveis, robustos, e eficientes. As melhorias e reduções no custo dos conversores electrónicos de potência utilizados para comandar os motores eléctricos, verificados nos últimos dez anos, contribuíram para incrementar a eficiência energética e económica dos motores de tracção eléctrica.

Os veículos eléctricos são caracterizados pela quase total ausência de emissões no local em que circulam e por um silêncio e suavidade de funcionamento ímpares, que imediatamente os distinguem dos seus congéneres accionados por motor térmico. A utilização agradável destes veículos está bem patente quando se verificou que nos correios franceses os carteiros que conduziram veículos eléctricos "recusaram" voltar a conduzir veículos accionados por motor térmico, dada a suavidade e o reduzido stress que a condução de veículos eléctricos proporciona. Uma reacção idêntica foi verificada junto dos carteiros que têm conduzido os veículos eléctricos na distribuição postal no centro histórico de Évora.


Os veículos eléctricos rodoviários podem ser divididos em três tipos consoante o seu processo de armazenamento ou geração de energia eléctrica:

Veículos alimentados a partir de baterias electroquímicas;
Veículos híbrido-eléctricos, que combinam um motor térmico com um motor eléctrico;
Veículos eléctricos alimentados a partir de uma pilha de combustível.
A tipologia mais conhecida corresponde aos veículos alimentados a partir de baterias electroquímicas. Nesta solução, os veículos possuem um motor eléctrico alimentado pela energia acumulada em baterias electroquímicas, que são recarregadas a partir da rede eléctrica de distribuição. Correspondem a veículos que efectivamente são de emissão-nula no local da sua circulação e o seu nível de emissões global depende do modo como a energia eléctrica está a ser produzida. Portugal corresponde a um caso de utilização favorável já que a produção de energia eléctrica apresenta uma componente interessante de produção hidroeléctrica e o reforço da produção eléctrica tem sido feito à custa de centrais com um elevado rendimento e níveis baixos de emissões.

Se bem que tenha havido um esforço claro neste domínio no passado recente, a tecnologia disponível de baterias limita a autonomia destes veículos.


Os veículos híbridos são uma solução promissora no curto prazo; no entanto, não correspondem a uma solução isenta de emissões no local de circulação. A utilização de um motor de combustão interna accionando um gerador eléctrico permite conceber uma fonte de energia eléctrica alternativa à utilização de baterias no automóvel. Esta solução de armazenamento e disponibilização de energia eléctrica combinada com um conjunto reduzido de baterias e um sistema de propulsão eléctrico permite viabilizar soluções comercializáveis de veículos híbridos que no momento actual aparentam ser competitivas.

Um sistema promissor de médio/ longo prazo corresponde à utilização de pilhas de combustível. Este processo de armazenamento e de disponibilização da energia eléctrica com vista à utilização em veículos eléctricos rodoviários, encontra-se numa importante fase de desenvolvimento, sendo uma aposta de empresas ligadas aos grupos dos grandes fabricantes da indústria automóvel.

O impacte destas três soluções na utilização de veículos eléctricos vai depender muito da evolução tecnológica atingida por cada uma delas. Num futuro mais ou menos próximo, será natural que se continue a observar o desenvolvimento das três soluções, tendo em vista o colmatar de necessidades de segmentos específicos de mercado, criando espaço para a sua afirmação própria.

Uma outra questão passa por saber de onde virá a electricidade necessária para alimentar os motores de tracção eléctrica. Aproveitando a introdução de uma nova tecnologia, os veículos de propulsão eléctrica acabam também por constituir um desafio à introdução de energias renováveis no sector dos transportes.

De momento, a solução passa por gerar a electricidade a partir de uma fonte de energia renovável, colocar essa energia eléctrica na rede de transporte e distribuição eléctrica, a partir da qual se recarregam baterias electroquímicas que, posteriormente, irão alimentar o motor de tracção eléctrica. No entanto, com o desenvolvimento da solução da pilha de combustível, no médio prazo, perfilam-se mais duas soluções de elevado interesse:

a electricidade é gerada a partir de uma fonte de energia renovável; de seguida, e através de um processo de electrólise, produz-se hidrogénio que é armazenado e transportado; posteriormente este hidrogénio é utilizado para alimentar uma pilha de combustível (colocada no interior do veículo) que produz a energia eléctrica necessária para fazer funcionar o motor de tracção eléctrica;
um bio-combustível do tipo metanol é utilizado para alimentar a pilha de combustível que produz a energia eléctrica necessária para fazer funcionar o motor de tracção eléctrica.
Interessa, pois, realçar que o conceito de veículo eléctrico engloba qualquer veículo rodoviário que utilize propulsão eléctrica, independentemente da solução de armazenamento e fornecimento de

energia que utilize, sejam elas baterias electroquímicas, soluções híbridas, pilhas de combustível ou outras.

Como a propulsão eléctrica é adequada a um vasto tipo de utilizações, existem desde bicicletas assistidas electricamente e "scooters", a triciclos, quadriciclos, veículos ligeiros de passageiros de mercadorias, autocarros e veículos de carga com aplicações especiais, todos utilizando propulsão eléctrica.

Não esquecendo que um domínio onde a propulsão eléctrica está perfeitamente afirmada corresponde ao transporte sobre carris, a propulsão eléctrica rodoviária ganha em se afirmar coordenada com todas as outras soluções eléctricas de transporte e que, deste modo, interessa promover um conjunto muito vasto de soluções de utilização de veículos de propulsão eléctrica no interior de instalações industriais, comerciais ou outras.

Contributo actual da utilização dos VE

É fundamental tornar claro que, independente da alternativa tecnológica que se venha a afirmar no médio e longo prazo, as soluções existentes actualmente e os veículos eléctricos que se encontram disponíveis comercialmente podem responder a um grande número das necessidades de mobilidade e de transporte que, pelo menos no ambiente urbano, ocorrem no dia a dia.

Provavelmente, a questão da opção pela utilização de um veículo eléctrico rodoviário deverá começar por ser colocada no seio das empresas cujas frotas têm uma dimensão suficiente para permitir associar veículos diferentes a funções específicas. Uma utilização criteriosa permitirá ao gestor da frota tornar rentável a opção pelos veículos eléctricos, ultrapassar as eventuais limitações e permitir que a empresa contribua, de uma forma clara, para a qualidade de vida urbana.

Um outro aspecto que deverá ser tornado claro é que não se considera que o veículo eléctrico rodoviário seja, por si só, a solução para o problema do congestionamento do tráfego urbano e da mobilidade urbana. A posição que se assume não corresponde a propor a substituição de todos os veículos com motor de combustão interna por veículo eléctricos rodoviários já que, deste modo, o essencial do problema se manteria. Provavelmente, as limitações que os veículos eléctricos rodoviários aparentam, poderão ser utilizadas como base para uma reflexão que permita reforçar a conclusão que a solução para a questão da mobilidade urbana passa pela utilização conjugada de diversos modos de transporte, em que transportes públicos de qualidade se combinam com soluções de transporte individualizado.

Actividade:

Com base no texto que acabou de ler, responda às seguintes questões:


1. Identifique os factores que impõem o desenvolvimento de sistemas de propulsão alternativos aos sistemas de propulsão actuais.

2. Qual o sistema de propulsão proposto no texto como alternativa à utilização do motor de combustão interna tradicional?

3. Os veículos que utilizam este sistema de propulsão alternativa podem ser divididos em três tipos, identifique-os.

4. Quais as fontes de energia actualmente utilizadas para gerar a electricidade necessária para alimentar os motores de tracção eléctrica?

5. Segundo a Agência Internacional de Energia:"a chave para o transporte avançado e sustentável é o motor de tracção eléctrica". Encontre no documento apresentado razões que justifiquem esta afirmação.

6. Realize uma pesquisa sobre as iniciativas realizadas em prol do desenvolvimento e introdução de sistemas de propulsão alternativos nos autocarros colectivos públicos, na área urbana da sua residência.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Exercícios sobre Automóvel vs Transporte Público

O automóvel é um dos grandes símbolos do século XX industrial e do consumo de massas. Inicialmente objecto de luxo, quase exclusivo de elites, depressa se fez acessível às massas, ainda que em versões diversas de «carros para o povo», legitimando a técnica como fonte original de benefícios para todos. E os benefícios do automóvel incidem sobre duas das dimensões fundamentais da nossa experiência: espaço e tempo. Mais longe, mais rápido, afectando a experiência de tempo e espaço, num mundo em aceleração, o homem moderno passou a deslocar-se preferencialmente sobre rodas.

No entanto, no dealbar do século XXI, o automóvel começa a revelar-se surpreendentemente também uma incomodidade, e, quase tão grave como isso, uma incomodidade tanto com custos económicos como ambientais. O trânsito, a sinistralidade, a poluição (sonora, atmosférica, visual ou global) e o próprio espaço que a sua presença e utilização exigem no serviço ao cidadão individual estão a torná-lo insustentável e alvo de uma necessária, quiçá inevitável, obsolescência enquanto modo de transporte preferencial em meio urbano.

Das instâncias internacionais em que se debate o problema da alteração do clima até à gestão autárquica do espaço da cidade, o automóvel aparece já hoje como pretexto para uma movimentação, embora talvez ainda dispersa e não generalizada, no sentido de encontrar novas estratégias, técnicas ou formas de mobilidade, que se articulam ao modelo estabelecido de predomínio do transporte individual, o qual, inevitavelmente, terá de ser reconvertido – tanto tecnologicamente como nos seus regimes de uso. As novas concepções de políticas dos transportes para os espaços urbanos começam a apontar para mudanças de fundo nos padrões de mobilidade. Mas como é que os cidadãos, utilizadores diários do automóvel, percepcionam esta mudança? Qual a sua consciência dos problemas gerados pelo uso quotidiano e indiscriminado do automóvel e quais as suas atitudes perante as mudanças que se anunciam?

Em Lisboa e no Porto começam a surgir medidas, talvez ainda desconexas e pouco integradas, mas ainda assim que mostram se não vontade política, ao menos a consciência da inevitabilidade de encarar o automóvel como uma fonte de problemas e de promover o uso do transporte público. Igualmente, por força dos compromissos que decorrem do Protocolo de Quioto, adivinham-se novas medidas penalizadoras do uso do automóvel e de incitamento a um maior recurso a formas alternativas de transporte individual e colectivo.

Mas as viragens de orientação que despontam na política de transportes implicam aceitação social e uma efectiva mudança de comportamento na relação como o automóvel, mormente por parte dos que, adultos e jovens, todos os dias se deslocam, volante nas mãos, para chegar a um local de trabalho, estudo ou lazer. Ora, mesmo no pressuposto de que na vertente política e organizacional esta viragem seja feita de forma consistente, exemplar e coerente, estas mudanças raramente são pacíficas ou isentas de confronto de interesses, desejos, alternativas e percepções diversas. Afinal, o automóvel desempenha uma função social específica e está profundamente enraizado no nosso quotidiano e, se os seus usos viraram 'desusos', no fim de contas, as atitudes e comportamentos dos cidadãos são o elemento fulcral de qualquer mudança que vá ao encontro da ideia de desenvolvimento sustentável.

Adaptado, O Automóvel - Usos e Desusos do Transporte Individual

Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa

Actividade:

1- Após a leitura do texto anterior, realize uma pesquisa sobre a problemática apresentada, tendo em conta os seguintes aspectos:

mudanças dos padrões de utilização no transporte público e privado, observadas em Portugal;
motivações para o uso diário do automóvel em detrimento do uso dos transportes colectivos públicos;
impacto da utilização crescente de transportes individuais (no ambiente, na saúde pública, na qualidade de vida, …);
eficácia das políticas urbana e de transportes, na substituição do transporte individual pelo transporte público;
principais factores a ser melhorados para incentivar o uso do transporte colectivo público.
2- Elabore um texto (2 a 3 páginas) com os resultados da pesquisa efectuada.




Links para sites que abordam a temática dos Transportes e da Mobilidade Sustentável:

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Exercícios sobre Blogues

"Por que razão deixar os nossos alunos usar um blogue?" pareceu-me um título fraco para apresentar este vídeo que sintetiza as vantagens da utilização dos blogues enquanto recursos educativos. Creio que qualquer pessoa com o mínimo bom senso poderá concluir que já é tempo de arrumar os antigos dossiers no armário da história.


Para comunicação...
Para literacia...
Para posse...
Para partilha...
Para colaboração...
Para discussão...
Para concessão...
Para interacção...
Para motivação...
Para participação...
Para engajamento...
Para excitação...
Para conversação...
Para a criatividade...
Para reflexão...
Para alargar as paredes da sala de aula...
Dar aos estudantes uma “voz”.
Dar aos estudantes uma audiência...
Dar aos estudantes um ambiente de aprendizagem...
...aberto 24 horas / 7 dias por semana.
Para lhes dar competências úteis para os seus futuros digitais.

Escrever para aprender...
Blogar para aprender.




1. Escreva uma composição sobre a utilidade dos blogues para si.

2. Escreva uma composição sobre as potencialidades dos blogues enquanto (a) recursos educativos e (b) meios de valorização das pessoas.

3. Para que os alunos a utilizem blogues, será indiferente a familiaridade que o docente revela com esta tecnologia? Justifique.